quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

KUROSHITSUJI - O MUSICAL

Depois de meses sem aparecer por aqui, estou de volta e com muitas novidades para postar, não sei nem direito por onde começar, mas acho que vou começar pelo que está mais me impolgando no momento, que é o Musical do Kuroshitsuji.

Kuroshitsuji é um anime que sai desde 2006 pela revista Game Fantasy, para quem quiser saber mais detalhes da série tem um post anterior meu falando com mais detalhes. Ano passado o mangá ganhou uma animação contendo 26 episódios e agora, em maio de 2009 a série ganhou um musical que ficou em exibição entre maio e junho desse ano no Japão.

Agora, dia 4 de dezembro o musical saiu em DVD e uma moça no forum de Kuroshitsuji que eu frequento teve a boa vontade de compartilhar o material conosco. Então eu fiz o download do musical e já assisti.

São 2 horas de musical de uma história original. A história se passa na mansão dos Phantomhive e Ciel recebe a visita de um misterioso conde Japonés que também parece ter um tipo de contrato com um demónio. Além desses personagens originais, estão presentes os personagens princiapis do mangá. Além do Ciel e do Sebastian, os empregados também estão presentes, bem como o chinés Lau, o príncipe indiano Soma e seu mordomo Agni, além do Grell e do Undertaker.


Apesar do nome 'musical' não se trata de um daqueles musicais chatos que são só cantoria o tempo todo, na verdade são apenas 7 músicas que são cantadas ao longo do musical, no restante ocorrem diálogos mesmo.

O personagens ficaram todos bem elaborados e fieis ao mangá/ anime, é como se eles tivessem saído do mangá e tivessem se tornado reais. Os destaques ficaram para o Ciel, o Sebastian, o Greel e o Undertaker.



Primeiro vamos começar pelo Ciel, apesar do ator que o interpretou ser um pouco velho para o papel, ele tem 16 anos e o Ciel atualmente 13 no mangá, conseguiram fazer ele ficar parecendo um pouco mais novo e na verdade, a diferença de idade não fez muita difereça na história, é só você imaginar o Ciel do mangá uns dois anos mais velho. Muito bem, o rapaz interpretou o Ciel muito bem dando as intonações na voz iguais a do anime, sem contar sua postura e espressões cuidadosamente articuladas adicionadas a um figurino bonito e bem desenhado. O rapaz também demostrou que tem uma voz bonita e cantar bem. ( Cá entre nós, dá vontade de agarrar - pronto, lá se vai a seriedade dessa review.)

Em segundo vem o Sebastian. enquanto o ator que interpreta o Ciel é um pouco velho o ator do Sebastian, na minha opinião, novo demais, ele tem só 18 anos, mas apesar da pouca idade ele demostrou ser um 'demônio e tanto' e a produção até o deixou com cara de mais velho. O figurino dele ficou impecável, a roupa, os cabelos, o símbolo do contrato na mão; a postura e as expressões dele ficaram perfeitas também, bem como a voz e a intonação iguais a do anime. O autor também canta bem, mas para cantar a voz dele é um pouco mais fina, além de cantar ele dança bem também. ( Por fim, um demônio desses eu também queria)

Agora quem mereceu destaque mesmo foi o Undertaker, o autor incorporou o personagem em todos os aspectos, é como se o Undertaker do mangá tivesse realmente ganhado vida. Sem contar que ele parecia ser engraçado, era uma pena que eu não entendia o que ele estava falando, mas ao julgar pela platéia rindo ele só deve ter falado besteira.


Outro personagem que também mereceu destaque foi o Grell, esse foi outro que o autor literalmente incorporou o personagem, ficou perfeito em tudo e a música que ele e o Sebastian cantaram "Black vs Red" foi muito legal, a coreografia e a luta entre eles tudo muito bem ensaiado.


Todo musical é uma super produção. Eu nunca tinha assistido à musicais japoneses mas esse é achei muito bom, bem produzido, as cenas de lutas bem teatrais, tudo parece que foi cuidadosamente planejado, eis um musical que recomendo, mesmo, por enquanto não tendo legendas nem em Portugues, nem em Inglés, vale a pena assistir, ainda mais se você é tão fã dessa série como eu.

Abaixo está o vídeo promocional e quem quiser fazer o download o musical completo é só ir no forum Bleach Asylum ( http://bleachasylum.com/ - os créditos vão todos para a Spacecat que teve a boa vontade de disponibilizar o material para download)


sábado, 4 de julho de 2009

Victorian Romance - Kuroshitsuji

Kuroshitsuji ou Black Buttler (Mordomo Negro) é o meu mangá do momento.


O mangá começou a ser publicado em 2006 e atualmente está no capítulo 35 e não dá sinais de que irá terminar tão certo, para grande alívio de seus fãs.

Em 2008 o mangá teve uma animação composta por 24 episódios e foi anunciado a segunda temporada do anime, porém ainda não há data para estréia.

Trata-se de um shounen, ou seja, uma mangá de ação e aventura, portanto sem muito espaço para romance. A princípio a história pode parecer um tanto quanto simplória para quem lê seu resumo, mas isso posso garantir que não é, principalmente para os que decidirem ler o mangá, pois infelizmente o anime não explorou com profundidade o lado mais obscuro dos personagens.

Muito bem, trata-se da história entre o Conde Ciel Phantomhive e seu fiel mordomo Sebastian Michaelis, até aí você deve estar se perguntando onde entra toda a ação e se isso não vai acabar igual ao Conde Cain e seu mordomo Riff. Mas por enquanto a história não tem s mostrado nada simples. Sebastian é um mordomo super habilidoso capaz de cuidar da casa, fazes os mais belos pratos e ainda salvar seu jovem mestre das enrascadas que ele consegue se meter, mas isso tudo, ele só consegue porque não é um humano comum, ele é um demônio que fez um contrato com seu jovem mestre em troca da alma dele.

Na noite que Ciel completou 10 anos de idade seus pais foram assassinados e sua mansão foi queimada, ele ficou desaparecido por 1 mês e, quando retornou trouxe consigo Sebastian que desde então tem lhe servido com total devoção. O que aconteceu nesse um mês é revelado aos pucos, em flashbacks no mangá e no anime, porém o que sabemos é que ele ia ser morto quando ele invocou Sebastian, sem querer e entao eles selaram o contrato.

Ciel, agora com 13 anos, mora sozinho em sua mansão, perto de Londres, com Sebastian e mais outros 4 empregados. Ele possui a Phanton company, uma fábrica de brinquedos e doces e além disso ele faz o trabalho que seu pai anteriormente fazia. A família Phantomhive por gerações tem servido os reis ou rainhas da Inglaterra no sentido de materem os olhos abertos para o crime e para o sub-mundo ajudando a manter a ordem, a paz e exterminando o crime. Por todo seu passado trágico, sua solidão e amargura pela vida, Ciel veste-se de uma máscara de poder e arrogância e, com a ajuda do poder e da força de Sebastian, é capaz de realizar com êxito todo o trabalho sujo que lhe é requisitado. Entretanto, em algumas situações a máscara acaba caindo e ele muitas vezes acaba agindo como uma criança, que é o que ele.

Ciel tem uma noiva, a Elizabeth, ela é toda fofa, toda feliz saltitante e isso irrita profundamente o garoto.

Ao longo do mangá, outros personagens vão aparecendo e, mesmo sem querer, Ciel acaba encontrando algumas pessoas dispostas a serem seus amigos.

Ah sim, eu tinha esquecido de mencionar, o mangá se passa no ano de 1889 ( o mesmo ano de Conde Cain) e o leitor obtém esse tipo de informação logo no início pois o mangá também faz menção ao famoso assassino Jack o Estripador. A história se passa em Londres, tendo como pano de fundo a maravilhosa Era Vitoriana. Apesar de ser um shounen, os traços são bonitos, os cenários são lindos e as roupas de época super bem detalhadas.

O ínicio do mangá é leve, aparentemente sem nenhuma história, mas conforme os capítulos vão avançando, o clima vai se tornando mais denso, pesado, obscuro. Porém, desde o início, sempre tem cenas que te levam a gargalhadas. A comédia sem dúvida está muito presente nesse mangá, talvez com o intuito de aliviar um pouco o tom dramático.


Em fim, um mangá que merece ser lido. Principalmente porque o anime é um tanto quanto superficial e contém muitos fillers, aliás o anime tem mais fillers ( histórias que não estão no mangá) do que histórias originais e o final, bom, na minha opinião foi um pouco viajante demais. O crédito para o anime está na trilha sonora, que é muito boa e no encerramento da primeira parte com os personagens em SD.






Victorian Romance - Emma

Como tudo começou

Victorian Romance Emma é mangá e anime e foi por conta dele que hoje estou apaixonada por séries que retratem a Era Victoriana.

O anime consta de duas temporadas, sendo que cada uma tem 12 episódios.

O mangá consta de 7 volumes com a história praticamente finalizada. Atualmente está saindo uma continuação que são histórias soltas que se passaram antes, durante ou após a história principal.


Na época que estava saindo a segunda temporada do anime, uma amiga tinha lido o mangá que já estava finalizado na primeira etapa e eu fiquei interessada na temática e decidi assistir o anime. Assisti a primeira temporada e a segunda acompanhei com o Japão. O anime é bem fiel ao mangá, talvez até igual, se é que se possa dizer desta forma. Não contém fillers e segue exatamente a seguência do mangá, algo que é um tanto quanto raro de acontecer, mas creio que como o mangá já estava finalizado não tenha sido muito problemático.

Em fim, a série narra a história de Emma, uma emprega e um amor proibido entre ela e um burgues, o Willian. A história, conforme eu já mencionei, se passa no periodo Victoriano, porém não sei exatamente em qual ano, visto que não temos nenhuma referência história ( como é o caso de Conde Cain), a única coisa que fala no primeiro capítulo é que se passa no final do século 19.

Muito bem, o enredo da história parece simples, e é, é um romance, é um amor proibido, visto que naquela época, existiam dois mundos em Londres, a 'plebe' por assim dizer, e os grandes burqueses ou os nobres, e os dois mundo não se misturavam, a sociedade era muito preconceituosa para permitir que uma simples empregada fizesse parte da alta sociedade Londrina, sem contar que as famílias também eram contra tais uniões.

Porém não leia esperando ação, aventura, mistérios, intrigas. Se você procura por tudo isso, leia ou Conde Cain, ou Kuroshitsuji. Esse é um mangá para você se apaixonar, é um mangá para você se deliciar com a vida cotidiana do final do século retrasado.

O mangá/anime são retratos bem fieis da sociedade daquela época. Os traços e o cenário são lindos, muito bem desenhados e detalhados, uma obra, com destaque especial para o maravilhoso Cristal Palacy, muito famoso naquela época.

Em fim, recomendo o mangá e o anime, mesmo que a história não atraia tanto a atenção de alguns, vale a pena pelo cenário.

No anime, vale destacar as aberturas. São lindas, muito bem feitas, a música sincronizando perfeitamente com as cenas. A abertura da primeira tempora é melhor que a da segunda, mas ambas merecem seu mérito.






quinta-feira, 2 de julho de 2009

Victorian Romance - Conde Cain

Finalmente fim de semenstre, férias na faculdade, férias no trabalho e depois de tanto tempo sem postar nada, arrumei tempo e inspiração.

Serão uma série de posts sobre alguns animes/mangás que andei vendo/lendo ultimamente e que tem me inspirado bastante.


Eu me dedicarei a falar de 3, isso se eu não descobrir mais mangás, porque o que todos tem em comum é que se passam na Era Vitoriana, em Londres, final do século 18. E, como estou atualmente trabalhando em uma história que se passa nessa época, esses mangás foram e continuam sendo minhas fontes inspiradoras juntamente com os livros da Agatha Christie. Os magás são
Conde Cain, Victorian Romance Emma e Kuroshitsuji


O primeiro que irei falar será Conde Cain, que não foi o primeiro que eu li, está longe de ser um dos meus preferidos, mas foi por conta dele que tudo começou.


Há mais ou menos um ano atrás eu estava assistindo ao anime Victorian Romance Emma quando uma ex-amiga me indicou Conde Cain justamente por se passarem na mesma época.


Quando eu comecei a ler Conde Cain eu simplesmente me apaixonei pela história sendo que eu devorava capítulo após capítulo. Foi daí que surgiu a idéia de fazer uma fanfic crossover com o Conde Cain e a Emma. Comecei a trabalhar no texto, só que então fui percebendo que o Conde Cain estava ficando diferente do original, a Emma também, e foi dái que surgiu a idéia de construir uma história nova com personagens criados por mim.



No inicio o Christian Christopher Lionheart tinha muito do conde Cain e a Meg, muito da Emma, o Edward então, era o Jezebel em pessoa. Lembro-me que sofri muito no começo e tive que reescrever várias vezes, montar uma ficha dos personagens com história de vida. Hoje eles se tornaram tão diferentes, que é como se eles tivessem criado vida própria. É como se você pudesse andar pelas ruas de Londres e encontrar o Conde Christian caminhando de braços dados com sua esposa Meg, ou encontrar Edward trancado em um laboratório da Scotland Yard investigando um caso de envenenamento.


Conde Cain é um mangá, não tem anime até agora e creio que nem terá. São duas sagas, o primeiro, intitulado "Cain Saga" consta de 13 volumes. A segunda saga, intitulada "God Child" conta com 8 volumes. A autora do mangá é a Kaori Yuki já conhecida aqui pelo seu mangá Angel Sanctuary.


Muito bem, o mangá conta a história do Conde Cain, um jovem de 17 anos conhecido como o conde dos venenos. Isso se dá devido ao seu estranho hobby que é o de colecionar venenos. Além disso ele tem um 'pezinho' na área de investigação pois, junto de seu fiel mordomo Riff ( sempre tem que ter um mordomo nao?) eles estão presentes com uma rapidez espantosa no local onde ocorreram assassinatos e casos misteriosos. Temática essa, muito presente em quase todos os mangás que estou lendo. Parece que há duas faces da mesma moeda na era Vitoriana, a face de esplendor, de renascimento, de grandes invenções, de glória, e do outro lado a face negra, a face obscura onde reinam lendas urbanas e mitos como os casos do assassino 'Jack , o estripador ' que é amplamente mencionado em qualquer obra que se passe nessa época.

Para completar, a vida do Conde Cain também é um tanto quanto sombria, cercada de mistérios principalmente no que se relaciona ao seu nascimento e à morte de seu pai, além da presença de dois meio-irmãos, Jezebel e Mary.

Em fim, o motivo que me fez ler o mangá e continuar até o fim, foi justamente o ar de mistério que cercavam as obras.

A primeira saga, "Cain saga" era composta por várias mini-sagas que eram sempre tão instigantes que eu tinha vontade de ler, ler e não parar até o final, até ver o mistério desvendado, e a autora tem a capacidade de fazer você ter certeza de que era uma coisa e, no final , era outra que você nem imaginava.

Porém, como nem tudo é perfeito, tudo isso que me atraiu no começo do mangá, foi se perdendo ao longo da segunda saga , "God Child", e a história foi tomando um rumo confuso, um rumo que muitas vezes se contradizia com o que tinha acontecido na saga anterior "Cain saga" e o final, confesso que chegou a me decepcionar profundamente.

Não é meu mangá preferido, mas eu recomendo, principalmente a primeira saga, além disso, vale a pena ler até o final simplesmente pelos traços do mangá, que vão melhorando e ficando mais bonitos conforme o mangá vai se aproximando do final.


terça-feira, 31 de março de 2009

Um passo sem pensar, um outro dia, um outro lugar

Há algumas semanas temos trabalhado com um conto na minha Oficina de Escrita na faculadade.

Na primeira aula o professor nós deu um trecho muito pequeno de uma história em que dizia que uma adolescente chamada Márcia tinha sumido de casa e os pais encontraram no quarto dela um recorte de jornal de um dono de um iate que convidava moças para passear com ele.

A partir disso tinhamos que primeiramente escrever uma descrição física e psicológica da Márcia.
No começo detestei a ideia, detestei a temática e fiz com má vontade.

Depois tivemos que escrever uma sinopse da história que tinha acontecido com ela. Não tinha nem entendido direito a temática do professor, por isso também fiz com má vontade.

Por fim tivemos que escrever um conto sobre a tal da Márcia. obviamente também odiei a ideia, mas fazer o que, era necessário. Então eu estava em casa fuçando no orkut alheio quando ví uma imagem linda do mar no orkut de uma amiga de uma amiga e aquilo me inspirou. e bem naquele dia eu tinha tido uma análise sobre o 'Navio Negreiro' na aula de Literatura Brasileira. Então surgiu a idéia para o conto, fortemente inspirada pela imagem e pelo poema.
Quando terminei de escrever, faltava o título, depois de muito pensar a inspiração veio da novo da música "Natasha" do Capital Inicial.

Espero que gostem !!!




“Um passo sem pensar, um outro dia, um outro lugar”

O céu estava azul, era um dia quente e ensolarado. O mar estava calmo com suas águas azuis turquesa, límpidas e cristalinas. Ao redor só se via a imensidão do mar e ao longe uma ou outra ilha. Em fim, era uma paisagem bonita de se ver, principalmente do alto, uma daquelas paisagens que acalma e tranqüiliza a alma.

Perdido na imensidão do mar, um iate branco navega deixando seu rastro de espumas brancas e fofas no azul do mar.

Algumas pessoas estão do lado de fora do iate. Ao aproximar mais, pode-se observar que se trata de 8 moças. Todas parecem bem jovens ao se julgar por suas feições de boneca e seus corpos ainda em desenvolvimento. Elas estão usando trajes de banho e conversam animadas. Parece estar havendo uma festa.

Um rapaz loiro, alto, de olhos da cor do mar, sai da cabine do iate para vir se juntar às moças.

Durante todo o dia o iate navega pelo mar e a festa segue animada. Ao final do dia o iate atraca em uma ilha. O cais da ilha estava movimentado àquela hora. Muitos outros iates e lanchas também estavam atracados. Pessoas ricas circulavam por ali dando a sensação de que a noite estava apenas começando.

As moças são levadas para uma casa grande e luxuosa. A casa estava cheia. No salão principal moças e rapazes conversavam e bebiam animados. Mas as moças não permanecem nesse salão, elas são levadas para dois quartos. Cada quarto tinha duas beliches e um banheiro anexo. As moças são instruídas a se vestirem com os vestidos que estavam em cima da cama. Os vestidos eram de luxo, pareciam ser de um tecido fino e caro. Eram vestidos bastante ousados com aberturas na cocha e nas costas além de decotes bem avantajados.

Após estarem vestidas, elas são levadas para um salão, não aquele principal, mas um outro, onde alguns rapazes já as aguardavam. Cada rapaz leva sua respectiva moça para um quarto e lá dentro, o que aconteceu, nem eu consegui ver.

As moças só retornam para o quarto quando já estava quase amanhecendo, e então finalmente podem descansar. Mas nenhuma dela parecia conseguir dormir apesar do cansaço. Todas pareciam assustadas demais com tudo o que tinha acontecido, mas nenhuma conversava. Algumas choravam em silencio em suas camas desejado não estarem ali.

Por muitas noites a mesma cena se repetia.

Certa manhã, quando todos pareciam dormir, uma das moças tenta fugir. Ela era a mais alta e mais magra de todas. Era loira, tinha pele clara e olhos azuis. Apesar de estar sempre quieta e parecer distraída, ela estava sempre prestando atenção a tudo que acontecia a seu redor. E, por conta disso, ela podia assegurar que todos dormiam nesse momento, como acontecia todos os dias, e que a porta dos fundos ficava sempre aberta.

Sorrateiramente ela sai e caminha pelo corredor, passando por várias portas e chegando até a escada que dava para o salão grande. Salão esse que, agora vazio e sem a agitação noturna, parecia mais um salão fantasma.

Rapidamente ela cruza outras salas vazias e chega à cozinha, que também estava deserta. Como sempre, a porta dos fundos estava aberta e, aliviada, ela consegue sair daquela casa.

A cidade naquela hora também estava vazia. No cais apenas alguns poucos iates e lanchas estavam atracados.

Sem saber para onde fugir e nem como fugir, Márcia entra no primeiro iate que ela vê. O iate estava se preparando para levantar ancora e ela respira aliviada quando vê a ilha se afastando. Agora era só ela pedir ajuda ao motorista do iate para conseguir chegar até a polícia e voltar para casa. Porém o que ela não contava é que se tratava do mesmo iate que havia levado ela para aquela maldita ilha.

Desesperada, a moça olha ao redor a procura de outro barco que possa ajudá-la, mas o mar estava deserto e não havia nem sinal de outro barco nem sinal de terra.

O rapaz loiro sai da cabine do iate e se aproxima dela. Os dois parecem discutir. Um som de tiro é ouvido no alto mar assustando uma gaivota que sobrevoava o iate. O vermelho do sangue mancha a espuma branca das ondas do mar.

Márcia jazia deitada no convés do iate e diante da dor e do vermelho do sangue, ela vê sua vida passar diante de seus olhos; a escola, os amigos e sua vida chata e entediante, que agora lhe parecia perfeita; os pais tão preocupados e amorosos e que só lhe queriam bem, a fuga de casa, o embarque no avião sem destino certo, o encontro com o rapaz loiro e agora ali estava ela em um dia errado, em uma atitude impensada, pagando por um passo errado e por ter deixado pra trás uma vida perfeita.

domingo, 19 de outubro de 2008

Sexta- feira fui assistir uma palestra na Disal sobre "Story- making and story- telling". A palestra era totalmente voltada para contação de história e seus benefícios no ensino de lingua estrangeira. No final da palestra tivemos que escrever uma história qualquer em 5 minutos e em Inglés. Eis aí a minha 'maravilhosa' história. Como ela foi escrita em 5 minutos não está muito sofisticada e pode haver erros estruturais, mas preferi postá-la aqui sem correções, do jeito que foi escrita.

It was winter, the weather was terrible at that night. It was snowing and it was really cold. All the streets were deserted in the small village lost in the middle of nowhere. Nobody dare to put their faces outside, everybody was inside their houses waiting for the worst to come, waiting for the end of the world or maybe something eles. You couldn't hear not even the sound of a fly flying, not even a dog barking or any other sound human or not. it was total silent. the seconds were passing slowly, minutes, hours and nothing happened.